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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Feng-Shui_Peixes II

As representações de peixes são tanto ou mais utilizadas do que os peixes vivos, não só pela vantagem de não precisarem de cuidados, como também pelo fato de poderem ser enriquecidas com simbologia adicional.


As pinturas que vemos acima representam cinco vigorosas Koi, nadando entre as flores do Lótus – é uma auspiciosa conjunção de símbolos que trará muita sorte a quem a souber colocar em sua casa.


Os peixes são introduzidos como elementos decorativos nas mais variadas peças do cotidiano. Veja, por exemplo, essa belíssima taça japonesa representando uma carpa – seria perfeito para a composição da taça da fortuna.


Encontramos peixes nos bordados tradicionais, nas sedas, nos famosos biombos e candeeiros em papel, encontramo-los gravados em espelhos, vidros e cristais, esculpidos em peças de joalheria e – como a boa sorte nunca é demais – os peixes chegam mesmo a ornamentar os telhados, como se vê aqui.


O Aruana é o peixe com a simbologia mais poderosa e é usado por todos aqueles que ambicionam ganhos financeiros elevados, boas oportunidades de negócio, poder pessoal, prestígio e honrarias. É freqüente encontrar pinturas como esta em gabinetes de administradores, estrategicamente colocados ao Norte da mesa de trabalho.


A popularidade do Aruana fez surgir vários talismãs com a forma deste peixe. Ao lado do Sapo da Fortuna, o Aruana dourado é um dos talismãs de riqueza mais divulgados entre os seguidores do Feng Shui. Podem ser peças mais ou menos trabalhadas, algumas apresentam o Aruana rodeado por lingotes ou moedas da sorte, outras são mais simples, como esta que se vê aqui:

O Peixe Duplo é uma forma muito especial, relacionada com o amor e com a vida familiar. Esta peça é habitualmente oferecida a casais recém-casados e todas as famílias fazem questão de ter um exemplar. Além de transmitir todas as características habitualmente associadas, um par de peixes enlaçados ou “beijando-se” representam o símbolo das uniões felizes, com descendência saudável e próspera.

As representações de peixes podem ser simples ou complexas, grandes ou pequenas e escolhidas segundo o gosto de cada um. Todas elas funcionam, até mesmo as peças mais singelas, como este pequeno móbile de papel, que conjuga os peixes com os barcos.

Como posicionar representações de peixes

A colocação de representação de peixes obedece às mesmas regras que dizem respeito aos peixes vivos – salvo, obviamente tudo o que se relaciona com a manutenção desses últimos.

Assim sendo:

O lugar preferencial é na sala de estar, gabinetes de trabalho, salas de estudo, bibliotecas ou espaços comerciais.

Orientados a Norte, estimulam a área profissional, as oportunidades de negócio, o progresso na carreira e os ganhos financeiros.

Colocados a Noroeste de um local de estudo (sala ou mesa de trabalho), estimulam a área acadêmica ajudando no sucesso nos exames.

Nos espaços comerciais, uma pequena estatueta colocada junto à caixa registradora ou no gabinete do diretor é muito auspiciosa, aumentando o volume de negócios e fazendo a empresa prosperar.

A direção Sul deve ser evitada, por ser a direção do Elemento Fogo. Só em casos pontuais um profissional de Feng Shui poderá diagnosticar uma situação que aconselhe peixes virados ao Sul, assim sendo, a norma é não o fazer.

As cozinhas e os quartos de dormir nunca devem incluir peixes.

Diversas variantes podem ser calculadas mediante a análise do Feng Shui pessoal de cada elemento da família, das particularidades da casa e da área envolvente.

Fonte: Blog Castelo de Asgard

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dicas Práticas_ Acupuntura também é feita sem agulhas

por Rosana Ferreira

Quando se fala de acupuntura muita gente torce o nariz por causa das agulhas. Apesar de os especialistas garantirem que elas não causam dor, medo e trauma podem afastar pacientes do alívio ou mesmo da cura dos seus males. Para essas pessoas, existe a acupuntura sem agulhas, que usa outros métodos de estimulação.

"Acupuntura sem agulhas significa usar os mesmos pontos da técnica milenar", disse o médico especialista na área, Ruy Tanigawa, presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA). A técnica faz parte da medicina tradicional chinesa praticada há milhares de anos e consiste no estímulo de determinados pontos (meridianos) a fim equilibrar as energias do corpo e mantê-lo saudável.

Um dos procedimentos que substituem as agulhas, segundo Tanigawa, é a moxabustão, cujo calor decorrente da queima de uma planta (artemísia) faz o estímulo igual ao da agulha. "O procedimento geralmente é feito com um bastão e com o cuidado de não queimar a pele."

Mais moderno, o laser de baixa potência também pode fazer as vezes das agulhas. Nesse caso, o estímulo ocorre por meio da absorção da radiação luminosa pelas células da pele no ponto que está sendo tratado.

A eletroestimulação também é usada para substituir as agulhas e é feita com um aparelho cujos imãs liberam cargas eletromagnéticas para estimular os meridianos da acupuntura tradicional.

Existe ainda um tipo de adesivo produzido com silício cristalizado e aglutinado com celulose vegetal (materiais 100% naturais). O silício é conhecido pela capacidade de ordenar ondas e frequências, o que permite a estimulação dos pontos, assim como as agulhas.

Segundo Tanigawa, a acupuntura, seja por meio de agulhas ou de outros métodos, é indicada para aliviar dores intensas (coluna, pernas, cabeça e rins, entre outros), como também para tratar as causas das doenças.

Indicação
A acupuntura sem agulhas ainda é pouco procurada em comparação com a tradicional, de acordo com o presidente da AMBA. Mesmo assim, há boas indicações, como demonstra o acupunturista Gilberto Agostinho, de São Paulo:

• pacientes agitados ou que tenham medo de agulhas (apesar de serem indolor, já que são extremamente finas, com diâmetro de 0,020 mm)
• pacientes com doenças mentais, pois podem retirar as agulhas durante a sessão
• crianças pequenas e agitadas
• bebês

Fonte: Terra

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Escritório, doce escritório_2/5

Mais importante do que ter um local de trabalho bem decorado é fundamental ter um lugar com a “cara” da pessoa que o ocupa - Autonomia para organizar e personalizar seu próprio espaço torna profissionais mais felizes, saudáveis e produtivos

por S. Alexander Haslam e Craig Knight

Escribas, burocratas e vigilantes

A história dos escritórios modernos remonta à Idade Média, quando cabia aos escribas a responsabilidade de manter os registros da Igreja e do governo. Esses hábeis artesãos trabalhavam nas residências dos reis e nobres, escrevendo e copiando documentos à mão. Para desempenhar a função era preciso ter uma formação que não estava ao alcance da maioria dos cidadãos. Geralmente tais escribas tinham permissão de organizar suas salas de trabalho, onde misturavam cadeiras, banquetas, livros e mesas de estudo.

No final da Revolução Industrial, o quadro começou a mudar. As classes profissionais proliferaram, assim como o número de pessoas com a tarefa de supervisionar o trabalho, o que levou à criação de locais padronizados, nos quais os gerentes tinham maior controle sobre sua mão de obra e conseguiam vigiar seus subalternos. No início do século 20, o engenheiro da Pensilvânia Frederick W. Taylor foi pioneiro do que se tornou o primeiro modelo de administração científica. Para ele, o cerne da tarefa dos executivos consistia em descobrir e implementar a melhor maneira de desempenhar alguma tarefa. Em 1911, escreveu
Princípios da administração científica, livro tão influente que as empresas que tinham melhorado a produtividade passaram a ser chamadas de “taylorizadas”. Taylor postulava que, exceto pelos materiais absolutamente necessários para executar a tarefa, tudo deveria ser eliminado do espaço de trabalho. Embora essa proposta se aplicasse a indústrias e linhas de montagem, empresários passaram a usá-la em escritórios e locais de trabalho criativo.

Os burocratas de todo o planeta estão familiarizados com espaços abertos estéreis, que acomodam as pessoas sem o mínimo de privacidade e podem ser rapidamente modificados conforme as contratações, demissões ou variações de tarefas. Algumas organizações optam por não oferecer lugar fixo. Nesses ambientes, qualquer forma de acúmulo de material é vista como bagunça e impedimento à produtividade.

O sistema aberto, que permite que os supervisores monitorem sutilmente seus subordinados, se baseia no conceito Panaopticon, desenvolvido em 1785 pelo filósofo Jeremy Bentham. Tratava-se de uma prisão circular com uma torre central da qual os guardas vigiavam os reclusos sem que estes os vissem. Era uma forma eficiente de controle, no qual um pequeno número de carcereiros poderia manter todos os prisioneiros sob guarda; os reclusos nunca conseguiriam saber quando estavam sendo observados.

Fonte: Revista Mente&Cérebro
edição 214 - Novembro 2010

Haslam é professor de psicologia social da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Knight é pesquisador, pós-doutorando em psicologia e diretor do Center for Pychological Research into Identity and Space Management, em Exeter.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Interessante, não?!?_Designer lança joias de PET

Depois de criar uma pré-coleção de acessórios para figurino da novela global Ti-Ti-Ti, a designer de joias Junia Machado lança a linha "No Luxo do PET". São peças que misturam plástico reaproveitado com ouro, em formatos de flores de borboletas, remetendo ao artesanato popular, fonte de inspiração do seu trabalho e também dessa coleção.

As flores e borboletas são feitas de ouro 750 quilates e esculturas de PET pintadas à mão.

Junia, que iniciou a carreira como figurinista, começou a pensar na linha quando a figurinista da Rede Globo, Marilia Carneiro, lhe pediu acessórios para a personagem Marcela, vivida por Isis Valverde.

A atriz então firmou parceria para divulgar a linha e o projeto de reciclagem dos materiais, com apoio da Coca-Cola Brasil, que está capacitando membros da Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano, do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para criar as esculturas que depois viram joias.



A coleção está à venda nas três lojas da designer no Rio de Janeiro e também na loja de Belo Horizonte.





















Flores feitas de PET pintado à mão foi combinado com ouro em anel da designer Junia Machado.













Borboletas também aparecem na coleção "No Luxo do PET" da designer Junia Machado.













A coleção está à venda nas três lojas da designer no Rio de Janeiro e também na loja de Belo Horizonte.



















A designer Junia Machado começou a pensar na coleção, que inclui brincos, especialmente para a personagem da atriz Isis Valverde.













quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pense Nisso...Como tornar uma micro e pequena empresa sustentável?

Pequenas soluções como reparar defeitos e diminuir custos podem ser a chave para uma gestão ecológica!

Adaptar negócios para um modelo de gestão sustentável é considerado um grande desafio para pequenos empresários. Entretanto, muitas vezes simples modificações podem gerar resultados positivos para o meio ambiente. Foi pensando desta maneira que os sócios da rede de restaurantes ViaSete, Ricardo Stern e Felix Opitz, colocaram a reciclagem na rotina de seus empreendimentos.

Já na abertura da primeira unidade, no Rio de Janeiro, os empresários buscaram empresas terceirizadas para reciclar papel, garrafas PET, latas de alumínio e óleo de cozinha. A coleta dos materiais é feita pelos funcionários que recebem como incentivo toda a verba gerada no reaproveitamento. “As pequenas empresas devem começar as mudanças aos poucos. Recicle, separe o lixo e use, onde for possível, material reciclado”, afirma Stern.

A rede ViaSete que recicla por ano 4,1 mil quilos de materiais recebe ajuda da Ong WWF-Brasil para treinar seus funcionários na tarefa da coleta seletiva. “Não encontramos dificuldade para separar os materiais porque já entrou na rotina dos restaurantes. Não é mais um bicho de sete cabeças”, diz o sócio. “Queremos reduzir o consumo de água e continuar por esse caminho de reutilização”. Três unidades compõem a rede, sendo que a mais nova – inaugurada em dezembro – usa madeira reflorestada.

Segundo especialistas, para tornar uma empresa sustentável é necessário antes de tudo fazer um planejamento que inclua análises do produto, negócio e da produção. “É mito dizer que gestão sustentável envolve muito dinheiro, Além disso, o empresário deve pensar no futuro e perceber que custos são relativos quando identificada a relação custo-benefício”, afirma Maria Raquel Grassi, coordenadora do núcleo Petrobras de sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Dificuldades à vista
Um dos grandes entraves apontado por empresários para adoção do “modelo sustentável” é a dificuldade em baratear os produtos ecológicos. “É um desafio reduzir os preços porque ainda não há uma demanda considerável, assim que isso ocorrer haverá mais competitividade. Entretanto, para conseguir sucesso o melhor é conhecer o consumidor e descobrir seu nicho de mercado”, afirma Claudio Andrade, consultor em sustentabilidade e instrutor da Uniethos.

Para diminuir essas e outras dúvidas sobre o assunto, confira as principais recomendações dos especialistas:

Defina identidade e missão da empresa: Antes de modificar ou reestruturar, trace quais serão os princípios condizentes com a postura sustentável a ser empregada. Não adianta começar algo em que não se sabe pra onde ir ou a razão dos procedimentos.

Comercialize produtos que não ofereçam impactos à natureza: Pense em matérias-primas alternativas, biodegradáveis ou recicláveis. Caso o produto já esteja no mercado, faça modificações que não alterem o resultado final ou prejudiquem a qualidade.

Evite desperdícios: Identifique pequenos defeitos e os conserte. Não desperdice material e melhore processos simples e rotineiros (reduza o descarte de copos de plástico na empresa, por exemplo). Lembre-se que o consumo elevado de água e energia é o grande vilão da falta de consciencia. Busque a eficiência energética trocando lâmpadas e, se possível, aproveite a energia solar.

Reutilize e recicle materiais: Além de diminuir os gastos na empresa, também reduz o impacto no meio ambiente. Associações, cooperativas, Ongs e alguns programas de governo podem auxiliar nesse processo e facilitar sua execução.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Feng-Shui_Peixes I

Os peixes representam a abundância, o amor e a saúde na tradição do Feng Shui. São um elemento poderoso na melhoria do Ch’i que circula pelos espaços, neutralizando as negatividades e promovendo um fluxo saudável de riqueza em todos os setores da vida. Por estas razões, os peixes estão presentes em quase todas as casas de chineses e japoneses, tanto em lagos e aquários, como na sua forma simbólica por estatuetas, bordados e pinturas.


Começo por falar nos peixes vivos que dão graça aos mais belos jardins e mansões orientais. Todos os peixes de água doce podem ser usados no Feng Shui, mas os mais clássicos são a carpa Koi, os peixes dourados e o magnífico aruana. Vejamos alguns pormenores de cada um deles:

Koi – Cyprinos carpio L.

Koi deriva de Nishikigoi, uma palavra japonesa que significa “carpa-brocado”, numa alusão à beleza das suas cores e aos efeitos de suas escamas. Na sua origem esteve a carpa comum, domesticada na China e desenvolvida com propósitos ornamentais a partir da Dinastia Jin (265-420 d.C.). Depois, ao longo dos séculos, as Koi tornaram-se um elemento cultural importante, ao qual são atribuídos muitas qualidades como, por exemplo, a bravura, a alegria, a abundância e a amizade.

As Koi são peixes de água fria, indicados para viverem em lagos. Também podem ser mantidos em aquários mas, naturalmente, isso condicionará o seu crescimento. Podem atingir perto de um metro de comprimento (dependendo da sua variedade) e podem viver tanto ou mais que um ser humano. A Koi mais longeva de que há registro chamava-se Hanako, nascida em meados do século XVIII (cerca de 1.751). O seu último proprietário, Dr. Komei Koshihara, disponibilizou algumas de suas escamas para análise laboratorial em 1.966, o que veio a confirmar a idade do exemplar. Hanako ainda viveu bastante depois disso, vindo a falecer em 4 de julho de 1.977, contando uns espantosos 266 anos.


As koi são sociáveis, inteligentes e aprendem rapidamente os ritmos humanos. Reconhecem muito bem as pessoas, em especial que lhes dá o alimento e podem ser treinadas para vir comer à mão. São também algo territoriais, pelo que não será boa ideia misturar Koi com peixes dourados de tamanho equivalente – as Koi poderá considera-los como “concorrência” e tornar-se agressivas.

As koi são sociáveis, inteligentes e aprendem rapidamente os ritmos humanos. Reconhecem muito bem as pessoas, em especial que lhes dá o alimento e podem ser treinadas para vir comer à mão. São também algo territoriais, pelo que não será boa ideia misturar Koi com peixes dourados de tamanho equivalente – as Koi poderá considera-los como “concorrência” e tornar-se agressivas.

Peixes dourados – Carassius auratus L.

Tal como as carpas Koi, os peixes dourados foram desenvolvidos a partir de uma espécie de ciprinídio pelos chineses da longínqua Dinastia Jin. No século XVI foram introduzidos no Japão, já com o estatuto de animais sagrados e, a partir daí, trazido para a Europa pelos viajantes portugueses. Chegaram em 1611 e rapidamente se tornaram os peixes ornamentais mais populares do mundo.


Apesar de poderem chegar aos 50 – 60 cm de comprimento e viver de 20 a 40 anos quando bem tratados, a maioria dos peixes dourados não sobrevive mais do que 2 ou 3 nos aquários domésticos. De fato, o tradicional globo é tudo menos indicado para eles, pois precisam de uma excelente oxigenação e filtragem de água, de um ph correto e de espaço para poderem nadar à vontade.

Os peixes dourados variam entre si não só pelas cores, mas também pela configuração do corpo e barbatanas. Assim, existem os Cometas, com cauda especialmente comprida, os Black Moore, negros, compactos, com cauda dupla e os Ranchu, sem barbatana dorsal, isto para mencionar apenas alguns. São peixes dóceis que não implicam com as outras espécies, porém a sua delicadeza torna-os vulneráveis e o melhor é dispensar as misturas. Tal como as Koi, os peixes dourados também se habituam e interagem com os seres humanos.

Aruana – Scleropagis formous Muller & Schlegel

O aruana, também chamado Peixe-Dragão, ou Dragão Dourado, é o “rei” do peixes do Feng Shui. Segundo o imaginário chinês, possui as escamas do grande Dragão Celestial, sendo-lhe atribuídas muitas virtudes e talentos. Os melhores aruana possuem pedigree e valem somas avultadas, sendo mantidos por todos os magnatas do Extremo Oriente. Hoje em dia, a espécie encontra-se ameaçada na natureza e todos os exemplares devem ser acompanhados por documentação que ateste a sua origem.

O aruana é um peixe antigo que se definiu como espécie há 140 milhões de anos. É um predador que se alimenta de pequenos anfíbios, de insetos e de outros peixes, pelo que não pode ser colocado em tanques junto a outros. A situação ideal é manter apenas um exemplar num aquário exclusivo. Em condições ótimas, um aruana pode crescer até aos 70 – 90 cm, e viver cerca de 20 anos. Esta não é, de todo, uma espécie fácil de manter, não só pela sua raridade, como pelos cuidados que exige. Porém, a sua poderosa carga simbólica continua a fazer dele um dos elementos mais ambicionados pelos praticantes do Feng Shui.


Existem muitas lendas e folclore envolvendo o aruana. Além de possuir todas as qualidades associadas aos peixes em geral e ao Dragão Celestial em particular, diz-se que o aruana tem capacidades telepáticas e pré-cognitivas, que pode eliminar as negatividades de uma casa com a simples força de seu olhar e até, que pode compreender a linguagem humana. É verdade que o aruana tem uma personalidade extraordinária, bem como comportamentos bastante invulgares, esputrass juntoque vão desde a produção de sons, às pancadas no vidro do aquário e aos saltos para fora do mesmo. Segundo a tradição, o salto do aruana para fora do aquário é uma forma de proteger o seu proprietário contra a morte iminente. Este suicídio seria a oferta da sua vida em troca da vida humana... o fato é que os aruana são saltadores telentosos e que também caçam moscas, libelinhas e outros insetos voadores, sendo esta a causa mais provável de muitos saltos fatais – aconselha-se portanto a aquisição de um aquário coberto a todos que queiram manter este fabuloso peixe-dragão.

Como instalar peixes vivos segundo o Feng Shui

Antes de mais nada, é preciso saber quais são as possibilidades de manter os peixes em condições adequadas. Os lagos e aquários exigem tempo, investimento e trabalho para que os animais vivam saudáveis. Não há nada pior para o Feng Shui do que peixes doentes e maltratados, portanto pese muito bem a responsabilidade que vai assumir. É importante frisar que as representações de peixes são tão eficazes como os peixes vivos, sendo uma escolha muito mais acertada para quem não pode empenhar-se na manutenção de tanques. Se apesar de tudo decidir avançar, comece por recolher informações acerca das necessidades dos peixes que pretende adquirir. Deverá aprender a controlar a alimentação, a temperatura da água, o ph, os sistemas de filtragem, a oxigenação, a regularidade das trocas de água, a relação entre a quantidade de peixes e o volume do tanque, etc.

Resolvida a parte técnica, o próximo passo é escolher o local onde vai ser instalado o aquário. Quanto a isso existem algumas regras básicas:

[Inicialmente, a melhor posição para um aquário é a sala de estar, encostado ao lado Norte (direção do elemento Água), Se não for possível colocar o tanque orientado ao Norte, as opções seguintes são ao Leste ou ao Sudeste]

[Para atrair sucesso nos estudos, colocar o aquário orientado a Noroeste]

[Nunca se deve colocar o aquário no lado Sul (direção do elemento Fogo), a menos que exista uma razão muito específica para tal]

[Por norma, nunca se colocam aquários nas cozinhas nem nos quartos de dormir]

[Em ambientes de trabalho, especialmente para quem detém uma posição de liderança, o aquário deve estar colocado a Norte da mesa de trabalho, de modo a aumentar o poder pessoal, as oportunidades de negócio e a competitividade. O peixe mais indicado para esse efeito é o aruana, apesar das carpas Koi e peixes dourados serem muito usados]

[A instalação de um lago, por seu lado, requer muito mais cuidados, pois a sua posição será definitiva. Neste caso, a melhor solução passa sempre por consultar um profissional de Feng Shui que possa estabelecer com rigor as especificidades do jardim e da área envolvente]

Por fim, algumas recomendações quanto às cores e ao número de peixes:

• um par de peixes é o símbolo do romance, do amor e da felicidade conjugal. Os mais usados para este efeito são os peixes dourados.

• outro agrupamento tradicional conta com nove peixes de várias cores, incluindo pelo menos um de cor negra. Quem não puder ter nove pode optar por ter sete ou cinco.

• para setores especialmente afetados pela má sorte, aconselha-se um tanque com vários peixes da cor negra. Acredita-se que estes podem ajudar a dispersar o mau Ch’i, melhorando a qualidade do ambiente.

• no exterior, os lagos devem ser povoados por vários exemplares de várias cores, sempre respeitando a relação entre o número de peixes e a área disponível. Tanto as carpas Koi, quanto os peixes dourados preferem viver em grupos, pelo que não é bom ter apenas um.

Fonte: Blog Castelo de Asgard